terça-feira, 19 de outubro de 2010

Um dos motivos de se promover a musculação para a terceira idade

Redução da pressão arterial e do duplo produto de repouso após treinamento resistido em idosas hipertensas (resumo)

Denize Faria TerraI; Márcio Rabelo MotaI; Heloísa Thomaz RabeloI; Lídia M. Aguiar BezerraI; Ricardo Moreno LimaI; André Garcia RibeiroI; Pedro Henrique VinhalI; Raphael M. Ritti DiasII; Francisco Martins da SilvaI
I
Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Católica de Brasília (UCB), Brasília, DF - Brasil
II
Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP - Brasil


RESUMO

FUNDAMENTO: Em razão das controvérsias existentes na literatura quanto aos possíveis benefícios do treinamento resistido (TR) sobre a pressão arterial de repouso (PA) e por causa da escassez de estudos com indivíduos idosos e hipertensos, o TR é pouco recomendado como forma de tratamento não-farmacológico da hipertensão arterial.
OBJETIVO: Verificar os efeitos do TR progressivo sobre a pressão arterial de repouso (PA), a freqüência cardíaca (FC) e o duplo produto (DP) em idosas hipertensas controladas.
MÉTODOS: Vinte mulheres idosas (66,8 ± 5,6 anos de idade) sedentárias, controladas com medicação anti-hipertensiva, realizaram 12 semanas de TR, compondo o grupo do treinamento resistido (GTR). Vinte e seis idosas (65,3 ± 3,4 anos de idade) hipertensas controladas não realizaram exercícios físicos durante a pesquisa, constituindo o grupo-controle.
RESULTADOS: Houve redução significativa nos valores de repouso da pressão arterial sistólica (PAS), da pressão arterial média (PAM) e do DP após o TR. Não foram encontradas reduções significativas na pressão arterial diastólica (PAD) e na FC de repouso após o TR em ambos os grupos. A magnitude da queda no GTR foi de 10,5 mmHg, 6,2 mmHg e 2.218,6 mmHg x bpm para a PAS, PAM e o DP, respectivamente.
CONCLUSÃO: O TR progressivo reduziu a PAS, PAM e o DP de repouso de idosas hipertensas, controladas com medicação anti-hipertensiva.



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Isso é muito sério

Nível de conhecimento do Profissional de Educação Física frente a alunos com hipertensão arterial nas academias de ginástica.

Luciana Zaranza Monteiro - Itana Lisane Spinato - Carlos Antônio Bruno da Silva
Zélia Maria de Sousa Araújo Santos - Renan Magalhães Montenegro Júnior.

Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum 2010, 12(4):262-268

A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e atinge parcela considerável da população brasileira. O objetivo deste estudo foi avaliar o nível de conhecimento dos Profissionais de Educação Física que atuavam com alunos hipertensos, comparando-os com os profissionais que não atuavam.
Participaram 400 profissionais que atuavam nas academias de ginástica do Município de Fortaleza, CE. Foi utilizado um questionário sobre o conhecimento de critérios da hipertensão arterial, tipos de exames laboratoriais solicitados, tipo de hipertensão dos alunos, cuidados gerais para a prática de atividade física e recomendações para adquirir um melhor controle da hipertensão. Dos 400, 302 (75,5%) atuavam com alunos hipertensos, destes, 236 (59%) baseavam-se apenas na informação do aluno para o diagnóstico de hipertensão.
A respeito das situações em que os profissionais contra-indicavam a atividade física para alunos hipertensos, 130 (43,1%) informaram PA elevada, 47 (15,5%) nenhuma situação e (21,5%) não sabiam informar. Sobre a mensuração da PA antes e depois da atividade física, observamos que a maioria (62,3%) dos profissionais que atuavam com alunos hipertensos não verificava a PA. O conhecimento desses profissionais acerca da hipertensão arterial em academias foi insuficiente. Sugere-se que estudos mais específicos sejam realizados a fim de obterem-se dados que auxiliem na elaboração de programas voltados à atuação do profissional que esclareçam as necessidades do aluno hipertenso nas academias de ginástica.